23 de set. de 2008

Casa da mãe Joana

Três velhos amigos ficam em maus lençóis quando seu pupilo Pedro Cardoso (sempre no papel de Agostinho) foge com o produto do roubo de uma joalheria. Pra piorar, o apartamento que dividem está hipotecado e eles precisam arrumar dinheiro para não serem despejados. A solução é procurar um emprego.
Paulo Betti, em excelente atuação, vira um coroa de programa, que atende no próprio apartamento as senhoras com seus desejos mais estranhos.
José Wilker vira um acompanhante de um general idoso cadeirante, que na verdade é um travesti (Agildo Ribeiro).
Antonio Pedro Borges, um alcolatra, se vê as voltas com sua imaginação (Juliana Paes, que só ele vê) ao escrever sob o pseudônimo de Dolores Sol.

As confusões que estes três marmanjos aprontam fazem do apartamento a verdadeira Casa da Mãe Joana. E ainda passam por lá: a mãe do Betti, uma velha doida somatizada com possibilidade de sua auto-asfixia. A filha baterista-doidona do Wilker. O sensual fruto da imaginação do escritor Antonio. As clientes malucas do Paulo Betti. A traira amante do Agostinho. E se tem mais 15 minutos de filme entrariam também Dedé, Didi, Mussum e Zacarias.

A história é leve, sem grandes malabarismos e tende para a comédia pastelão. Poderia tranquilamente passar na tv se não fossem os palavrões e as cenas picantes do tiozinho de programa. Paulo Betti segura o filme, suas cenas são as melhores.

Classificação:
Lágrimas: 00
Bocejos: 01
Gargalhadas: 05
Cena marcante: Paulo Betti de toureiro.
Saí: pensando que era a Débora Seco
Se não viu: espere passar no super cine.
www.casadamaejoanaofilme.com.br/