Excelente documentário sobre a Velha Guarda da Portela. Resgata o nascimento da escola e histórias de seus principais personagens: Paulo Portela, Casquinha, Monarco, Manacéa, Mijinha, Tia Doca, Tia Eunice... Interessante acompanhar o processo criativo, a poesia, a musicalidade e a intimidade dessas pessoas humildes moradoras do bairro carioca de Oswaldo Cruz.O filme poderia se tornar melancólico, depressivo, pesado ou com um tom saudosista, principalmente pela idade avançada dos personagens e pela tristeza presente nas letras dos sambas, mas tiradas simples e bem humoradas fazem um contraponto perfeito. Não dá pra não se emocionar ou deixar de rir com depoimentos de Argemiro e de Jair do Cavaquinho (dois já falecidos e homenageados nos créditos finais). Realmente a felicidade vem das coisas simples da vida.
A produção de Marisa Monte conta ainda com a participação de Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e um monte de latas, copos e garrafas de cerveja. Tomara que outras Marisas apareçam e não deixem o tempo apagar os mistérios da Vila, Mangueira e Estácio.
Classificação:
Lágrimas: 05
Bocejos: 01
Gargalhadas: 03
Cena marcante: as pastoras cantando: "ah, quantas lágrimas eu tenho derramado..."
Saí: e tive que cair no samba.
Se não viu: corra, esse vale a pena.
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